Após investimento, usina de FURNAS vai combinar plantas solares fixas e flutuantes com produção de hidrogênio verde

A grande novidade do momento é que o Brasil está caminhando em direção à era do hidrogênio. Após a usina de FURNAS realizar um investimento de cerca de R$ 44 milhões em um novo projeto de produção de hidrogênio verde (H2), pode-se dizer que muito em breve o Brasil poderá se tornar um produtor de referência no mercado.

O projeto de pesquisa e desenvolvimento elaborado pela usina de FURNAS consiste basicamente em unir a geração solar fixa e flutuante com a produção do hidrogênio verde (H2). Estima-se que a planta solar poderá gerar cerca de 1 MW, devendo ser entregue até novembro deste ano. A unidade de Itumbiara se tornou responsável por abrigar o projeto, pelo fato de possuir os melhores índices de geração solar fotovoltaica, quando comparada a outras unidades da usina de FURNAS.

Este grande empreendimento será desenvolvido em dois conjuntos de placas fotovoltaicas, sendo uma fixa no solo e outra flutuante, que fica sob a água do reservatório da usina. Toda a energia que for gerada pelo sistema fotovoltaico terá como destino um eletrolisador, que através de um processo físico-químico com a água, começará a produzir o hidrogênio.

O próximo passo é a conversão do hidrogênio para a forma gasosa, e em seguida realizar o armazenamento em um tanque especial. Todo o hidrogênio verde (H2) que for armazenado será utilizado na produção de energia. No momento, porém, o foco principal desse projeto de pesquisa será avaliar a qualidade e a eficiência da utilização desse tipo de armazenamento de energia no sistema elétrico do Brasil.

Investimento no ramo renovável promete destravar oportunidades de emprego
O projeto de pesquisa da usina de FURNAS recebeu o nome de “Desenvolvimento de sinergia entre as fontes hidrelétrica e solar com armazenamento de energias sazonais e intermitentes em sistemas a hidrogênio e eletroquímico”.

Este projeto está sendo realizado através de uma parceria da usina de FURNAS com a empresa Base Energia Sustentável, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade de Campinas (Unicamp), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Universidade de Bradenburgo (Alemanha) e a PV Solar.

Saiba mais sobre o funcionamento do projeto
Estão sendo utilizados cerca de 10 inversores da companhia europeia SMA. Oito desses inversores estão fixados em solo, em uma planta de 800 kWp. Os outros dois estão na planta flutuante, que fica próximo à barragem. Além disso, a companhia alemã forneceu também uma estratégia de monitoramento do projeto e alguns equipamentos.

O objetivo final do projeto é obter, de forma rápida e concisa, respostas para o aumento de carga no sistema elétrico do Brasil, com o armazenamento de energia em hidrogênio verde (H2), e aumentar a confiabilidade, qualidade e eficiência do sistema gerador de energia. Vale ressaltar que a produção não será comercializada, pois seu destino é o Sistema de Serviços Auxiliares da unidade.

Fonte: CPG

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