Mobilidade elétrica atrai investimentos e impulsiona startups de energia

O setor de mobilidade elétrica vem atraindo cada vez mais a atenção de investidores e empresas especializadas. Somente nas primeiras semanas do ano, companhias como Raízen e Vibra Energia realizaram aportes em startups com foco em energia sustentável, as energy techs. No caso da Raízen, junto com a Plataforma Capital, foi feito um investimento de R$ 10 milhões na Tupinambá Energia. A startup foi criada em 2019 e se especializou no desenvolvimento de soluções de recarga elétrica veicular no Brasil.

De acordo com Davi Bertoncello, CEO da Tupinambá Energia, o ecossistema de mobilidade elétrica está aquecido e demanda soluções  cada vez mais integradas. “Em meio a uma forte e necessária discussão sobre inovação e tecnologia, nosso foco está na experiência do dono de carros elétricos. A parceria com a Raízen e a Plataforma Capital vem justamente para avançarmos ainda mais na construção de experiências”, aponta Bertoncello.

“Acreditamos muito no crescimento e na plataforma da Tupinambá, especialmente pelo foco na usabilidade e experiência do cliente ao oferecer soluções mais limpas de energia. A sinergia dos negócios contará com nosso know-how e o suporte das unidades de negócio para que possam crescer de maneira sustentável e escalar rapidamente”, destaca Frederico Saliba, VP de energia e renováveis da Raízen.

No início de fevereiro, a Vibra aportou R$ 5 milhões na Easy Volt que opera em nove estados, atendendo veículos de passeio e frotas corporativas. Em sua rede de postos de recarga, os clientes podem conectar os equipamentos com um aplicativo móvel. A Vibra ressaltou que “pretende atuar na oferta de soluções de recarga de veículos elétricos, integrando soluções digitais e fornecimento de energia elétrica a partir de fontes renováveis tais como eólica e solar”.

Davi Bertoncello, que também é diretor da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), lembra que, para o setor de infraestrutura de recarga veicular, o ano de 2021 foi um período de afirmação. “Em janeiro, a estrutura de recarga veicular pública e mista nacional não era maior do que 350 pontos por todo o país. O ano terminou com 1 mil pontos espalhados por todas as regiões. Para 2022, a perspectiva de crescimento continua a todo o vapor e a malha de recarga deve triplicar novamente nos próximos 12 meses”, explica.

Para Renato Vieira, head de inovação e arquitetura de TI da Vibra Energia, que lançou, em novembro, o Vibra Co.Lab, com o objetivo de se aproximar do ecossistema de inovação, explica que a empresa já mapeia startups com foco em energia sustentável. “A ideia é estabelecer parcerias consistentes e aderentes com os objetivos dos nossos negócios, considerando as pautas ESG, o que naturalmente já irá entregar valor para a empresa, o mercado e a sociedade”, explica.

Carros elétricos e o futuro da locomoção
O segmento de mobilidade elétrica também tem impulsionando o ecossistema das autotechs, startups especializadas em tecnologia para mobilidade. De acordo com o Mapa das Auto Techs, da Liga Ventures, existem mais de 300 startups no Brasil com soluções para mobilidade. Guilherme Massa, cofundador da Liga Ventures, explica que a digitalização e demandas urgentes no uso de dados vêm contribuindo para o crescimento dessa nova indústria. “É importante, no entanto, pensar que autotech diz respeito muito além da mobilidade elétrica, mas também tem relação com demandas urgentes de redefinição da própria indústria automotiva”, explica.

“A oferta de pontos de recarga de carros elétricos está evoluindo muito rapidamente no Brasil por dois motivos principais. Primeiro, porque o número de veículos eletrificados está aumentando, apesar do volume ainda ser baixo. Segundo, pelo fato de que a infraestrutura de recarga ainda é um dos pontos que mais preocupa os clientes na hora de decidir por um modelo elétrico. Por estas razões a Audi anunciou um investimento de R$ 20 milhões para instalar cerca de 40 pontos de recarga ultrarrápida de 150kW em quase todas as nossas concessionárias no Brasil”, explica Daniel Rojas, recém-anunciado como CEO da Audi do Brasil, que atuava como diretor de vendas quando o investimento foi oficializado, no final do ano passado.

Energia solar também no mapa
Outro segmento em ascensão dentro da indústria de energia renovável é o de transição energética residencial que, direta e indiretamente, também se relaciona com o ecossistema de mobilidade elétrica. Matheus Bazan, CEO da Solstar, explica que a ascensão de uma indústria reflete diretamente na outra. “A palavra que descreve bem esse cenário de adoção da mobilidade sustentável, em especial a elétrica, é independência. O mais fácil é fazer a conta de economia que um veículo elétrico gera, especialmente em momentos onde o combustível bate recordes de preço. Mas, quando somamos na equação a possibilidade de produzir e armazenar a própria energia, somos independentes para termos muito mais autonomia no dia dia, seja com relação à temperatura ou nas formas de se locomover com baixo impacto de resíduos tóxicos ao meio ambiente.”

Fonte: Forbes

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