Preços do mercado livre de energia recuam após temporada de chuvas

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Os preços no mercado livre de energia neste ano apontam para uma realidade menos turbulenta do que a enfrentada em meados do ano passado, quando o período de seca aumentou significativamente os valores médios praticados.

Agora, com o fim dos dias úmidos e marcados por precipitações no País, com exceção de localidades que ainda em abril registram chuvas, como é o caso da região Norte, já impera, em certa medida, o otimismo sobre as variações de preços no ano.

De acordo com o sócio-diretor da CMU Comercializadora de Energia, Walter Luiz de Oliveira Fróes, o período chuvoso deste ano ocorreu dentro do esperado, sendo suficiente para garantir mais tranquilidade ao setor. Ele lembra que, diferentemente do ano passado, quando os reservatórios entraram na estação seca com 35% da capacidade, neste ano o indicador já está em 63%.

“Estamos começando o período com uma situação muito melhor e teremos um ano com preços mais civilizados, sem grandes sustos”, avaliou Fróes.

Esses preços mais comportados já estão sendo praticados. Diferentemente do registrado em setembro do ano passado, quando o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) chegou a R$ 583,88, os valores atuais estão na média de R$ 55,70 e, segundo o Fróes, devem se manter assim.

Vale lembrar que mesmo que o PLD não seja utilizado obrigatoriamente na base de contratos bilaterais entre empresas e comercializadoras de energia, ele influencia os preços de energia excedente para compra ou venda e até mesmo o balizamento dos contratos.

O superintendente de planejamento da comercialização da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Marcus Vinícius de Castro Lobato, também analisa que as chuvas que caíram a partir de outubro de 2021 foram importantes para a recuperação do sistema. Essa boa fase pode ser incrementada ainda pelas chuvas que seguem na região Norte do País, que, historicamente, terminam mais tarde e devem gerar efeitos positivos para o Sistema Interligado Nacional (SIN).

“Há recuperação do armazenamento no sistema e isso já foi suficiente para uma mudança no nível de segurança do atendimento energético e consequentemente no nível de preços”, afirma o superintendente da Cemig. Ele acrescenta, ainda, que o período também foi importante para o preenchimento do lençol freático, o que traz expectativas de vazões melhores.

O engenheiro eletricista e ex-presidente da Eletrobras Aloísio Vasconcelos lembra que reservatórios importantes e que abastecem o rio São Francisco, como é o caso de Furnas e Três Marias, reforçam esse cenário de cheias em locais que precisavam ter volumes adequados para se manter minimamente cheios durante os próximos quatro meses, quando é registrado um novo período de seca.

Possíveis desafios
Mudanças nesse cenário de certo otimismo podem ser registradas caso haja um reaquecimento inesperado da economia. É o que apontam, de forma uníssona, os especialistas da Cemig e da CMU Comercializadora de Energia. Isso porque uma demanda superior à esperada pode impulsionar variações positivas dos preços.

Soluções do futuro próximo
Vasconcelos aponta que em um futuro próximo novas tecnologias podem facilitar a manutenção de preços mais estáveis e sem elevações tão expressivas como aquelas vistas no ano passado no mercado de energia.

Para estancar grandes inflexões de preço, ele lembra que elétricas brasileiras já apostam em novidades como a geração solar em módulos sobre os lagos de usinas hidrelétricas. Com o aproveitamento da energia gerada em placas flutuantes, o especialista Aloísio Vasconcelos acredita que essa será uma forma de manter preços comportados mesmo em meio a períodos de seca mais severa.

E não é só: ele cita, por exemplo, que a Usina de Itumbiara, localizada entre Goiás e Minas Gerais, já faz experimentos com as placas solares flutuantes ao mesmo tempo em que transforma a energia em hidrogênio armazenado em tanques. Esse caminho, acredita ele, pode ser o diferencial para o futuro da energia no País, a exemplo da expansão da geração solar, e equalização de preços.

Fonte: Diário do Comércio

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