Governo lança Plano Decenal de Energia 2031

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O Ministério de Minas e Energia lançou, ontem (6.abr.2022), o Plano Decenal de Energia 2031. O documento prevê um incremento de 30% na oferta de energia na matriz brasileira, com maior participação de fontes renováveis, do gás natural e do urânio.

Esse incremento na oferta se dará da seguinte forma:

“A meta é manter próximo de 50% a renovabilidade da nossa matriz energética, comparado com os 14% da média mundial”, disse Paulo Cesar Domingues, secretário de planejamento e desenvolvimento energético.

Já em relação à matriz elétrica, o plano estima redução da fonte hídrica e aumento da autoprodução e da geração distribuída, principalmente por meio da energia solar, e da fonte eólica. Ao mesmo tempo, a participação de termelétricas não renováveis ficará estável, enquanto as não renováveis terão um recuo de um ponto percentual. Eis as previsões:

A perspectiva de aumento das participações eólica e solar centralizada na matriz energética vai exigir expansão de cerca de 19% das linhas de transmissão. Ao mesmo tempo, o plano indica que o crescimento da infraestrutura de gasodutos é de 2%.

Esses fatores podem causar problemas para o sistema elétrico, pois as fontes renováveis garantem geração, mas não segurança energética, uma vez que são intermitentes e, por isso, não estão disponíveis a qualquer momento do dia para suprir o SIN (Sistema Interligado Nacional), principalmente nos horários de ponta, que exigem maior carga.

Em relação à geração distribuída, cuja fonte é principalmente solar, o ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) disse que corresponderá a quase 40% do incremento da capacidade instalada no país. Essa geração é principalmente solar, feita pelos próprios consumidores, por meio de painéis fotovoltaicos.

“Nesse nosso percurso até 2031, destaco o papel da geração distribuída, também já mencionadas que deve crescer 16,5% ao ano, sendo responsável por quase 40% do incremento de capacidade instalada nos próximos 10 anos”, disse Bento.

Segundo o secretário Paulo Cesar, em relação à capacidade instalada, ou seja, à potência, o governo projeta que a geração distribuída vai crescer 362% no país, nos próximos 10 anos. Ao mesmo tempo, o crescimento previsto para as outras fontes são:

EÓLICA – 54,8%;

GÁS NATURAL – 104,9%;

SOLAR (CENTRALIZADA) – 134,5%;

NUCLEAR – 120,9%.

Um dos principais fatores responsáveis pelo avanço desse tipo de geração é a existência de subsídios na tarifa de distribuição, que é custeado por todos os demais consumidores que não têm sistemas fotovoltaicos.

O Marco Legal da Geração Distribuída, sancionado em janeiro pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), prevê o fim desses subsídios, mas de forma escalonada até 2029 e só para quem solicitar instalação de sistema fotovoltaico depois de 2023. Os consumidores atuais e os que solicitarem até o ano que vem terão direito, até 2045, aos mesmos benefícios hoje em vigor.

Fonte: Poder 360

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