Como os municípios cearenses podem ganhar com as energias renováveis?

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O investimento em energias renováveis se reverte em crescimento de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) e do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das cidades onde há usinas instaladas, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). Nesse contexto, com o potencial de produção local, o caminho já está traçado e pode ser trilhado para o desenvolvimento econômico e sustentável dos municípios cearenses, incluindo geração de emprego e renda.

É o que explica Joaquim Rolim, coordenador de Energia do Núcleo de Energia da Federação das Indústrias do Estado (Fiec). “O Ceará tem um imenso potencial para produzir energias eólica e solar. Há regiões com ótima qualidade de ventos, como é o caso de todo o litoral e áreas próximas, a região da Ibiapaba e o Sul do Estado”, lista.

Essas localidades, acrescenta, também têm alta capacidade para energia solar, além do litoral Norte, Leste e a Chapada do Araripe. “Cerca de 7% da área do Estado possui condições de aproveitar para gerar energia eólica e solar no mesmo local”, observa.

Atualmente, o Ceará é o terceiro estado com a maior capacidade instalada de eólicas do País (2.496,94 MW), totalizando 97 parques e 1.121 aerogeradores. Em primeiro lugar, aparece o Rio Grande do Norte (6.435,63 MW), seguido da Bahia (5.572,95 MW).

Já em relação à energia solar, o Ceará tem apenas 398,4 de MW, sendo o 10º com maior potência aplicada do País, conforme a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

Rolim contabiliza que esses parques em atividade ou ainda em desenvolvimento estão em 33 locais, totalizando apenas 18% dos municípios cearenses. Ou seja, ainda há muito a ser explorado. Todavia, os impactos positivos já podem ser observados.

“Se considerarmos somente os projetos já em operação, somam 23 municípios e cerca de 3GW instalados, representando mais de R$ 12 bilhões investidos e cerca de 45 mil empregos criados”, calcula.

“Ainda é pouco em relação ao que temos disponível, que supera os 800 GW, se considerarmos a soma do potencial eólico e solar apenas em terra. Também devem ser adicionados os 117 GW que podemos aproveitar do nosso imenso litoral para geração de energia eólica”, pondera.

JOAQUIM ROLIM
Coordenador de Energia do Núcleo de Energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC)

Dentre as usinas eólicas já instaladas e em operação, destacam-se as de Trairi, Itarema, Aracati, Amontada e Fortim. Já as solares estão em: Limoeiro do Norte, Quixeré, Tabuleiro do Norte e Aquiraz.

O QUE OS MUNICÍPIOS GANHAM INVESTINDO EM ENERGIAS RENOVÁVEIS?

Realizado em fevereiro deste ano, estudo da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) avalia os efeitos positivos dos investimentos em energia renovável, focando apenas em usinas de eólicas. Veja os resultados:

Cada R$ 1,00 investido em eólicas tem impacto de R$ 2,9 no PIB;
Gera cerca de 11 postos de trabalho por MW instalado;
Impacta positivamente na economia local aumentando o PIB e o IDH municipal em cerca de 25%;
Gera renda e melhoria de vida para proprietários de terra com arrendamento para colocação das torres;
Permite que o proprietário da terra siga com plantações ou criação de animais.
Para Rolim, a pesquisa comprova haver benefícios econômicos e sociais, “que podem ser evidenciados na melhoria tanto do IDH e PIB, com resultados superiores a 20%, comparativamente aos municípios que não dispõem de tais produções”.

EVENTO DISCUTE DESAFIOS E CAMINHOS PARA ENERGIAS RENOVÁVEIS NO CEARÁ

Na quinta-feira (23), o coordenador de Energia do Núcleo de Energia da Federação das Indústrias do Estado (Fiec), Joaquim Rolim, ministra palestra sobre novas oportunidades para os municípios, durante a 10ª edição do Seminário de Gestores Públicos – Prefeitos Ceará 2022, no Centro de Eventos, em Fortaleza.

O painel sobre o assunto ocorrerá das 9h às 10h30 e será mediado por Josbertini Clementino, consultor de projetos e doutorando em Ciência Política.

“Entendo que a natureza nos propiciou grandes dádivas, que são os enormes potenciais para geração de energia eólica em terra e no mar, e também muita energia solar. Por isso, as entidades como a FIEC, através do seu presidente Ricardo Cavalcante, e o Governo do Estado, têm dado grande foco neste tema, que são as energias renováveis, e agora com o hidrogênio verde”, diz Rolim.

“Finalmente, nos parece que agora o mundo demonstra estar convencido de que precisa utilizar energia limpa, renovável e abundante. E o Ceará tem tanta energia e condições estruturais, que pode contribuir fortemente para o processo de transição energética e descarbonização do planeta”, destaca.

Fonte: Diário do Nordeste

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