Leilão de transmissão de energia da Aneel vai concentrar R$12,27 bi em Minas Gerais

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A vocação de Minas Gerais para a geração de energia solar pode ganhar boas novas a partir da próxima quinta-feira (30). Acontece que, na data, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) irá leiloar 13 lotes para a construção e manutenção de linhas de transmissão.

O destaque é dado pelas aplicações que ocorrerão no Estado. De acordo com a autarquia, dos R$ 15,3 bilhões de investimentos previstos no leilão, R$ 12,27 bilhões serão destinados a Minas Gerais. Os empreendimentos presentes no certame serão construídos em prazos de 42 a 60 meses.

Geraldo Pontelo, diretor técnico da Associação Brasileiro de Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate), aponta que o avanço será no setor fotovoltaico e no próprio desenvolvimento econômico.

“O Estado ganha principalmente com a possibilidade de utilização de seu potencial de geração de energia solar, que propiciará a geração de empregos diretos e indiretos. Consequentemente, isso irá contribuir para o desenvolvimento da região Norte/Nordeste de Minas Gerais”, afirma.

As regiões citadas serão beneficiadas justamente pela localização de parcela das usinas que fazem parte dos lotes de um a três da Aneel.

Ganhos em energia solar
O vice-presidente do Conselho da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Márcio Trannin, explica que a relevância do leilão é grande para o setor. Isso porque os recursos energéticos provenientes do sol estão localizados, principalmente, em áreas que a transmissão não chegava.

Segundo Trannin, as estruturas de transmissão brasileiras sempre foram feitas para atender grandes hidrelétricas e termelétricas. Essa realidade permitiu a construção de linhas de transmissão próximas a grandes rios e também aos gasodutos. Vale lembrar que os gasodutos são responsáveis pela transmissão de energia gerada a partir do calor (energia termelétrica).

Essa concentração, contudo, muda em relação a outras fontes de energia.

“Quando você trata de solar e eólica, o recurso é mais espalhado no território. Você até tem a área que dá mais sol que a outra, mas no final das contas o sol é muito democrático. Ou seja, você não tem uma área que é especificamente melhor que as outras. Você tem muitas áreas boas de aproveitamento do recurso solar. Sendo assim, a transmissão tem que estar disponível e acompanhando esse potencial”, explica.

A necessidade de aproximação da transmissão e da geração solar é a aposta mundial para a expansão das fontes renováveis nas próximas duas ou três décadas.

Trannin acrescenta que a capacidade de distribuir a produção futura é o que possibilitará o alcance da expansão da energia solar. A geração fotovoltaica é, nesse sentido, dependente da infraestrutura das transmissoras.

A dependência é fruto do modelo desverticalizado brasileiro, o que significa que os investidores de energia solar são diferentes daqueles que fazem os investimentos no setor de transmissão.

Além disso, Trannin pondera que a expansão da transmissão deve ser abrangente também para possibilitar a redução da tarifa do consumidor final.

“Para a gente garantir tarifas módicas (a modicidade tarifária) para os consumidores, a gente precisa ter obrigatoriamente a transmissão atrelada. Porque não adianta nada você expandir solar se você não tem transmissão. Uma coisa sem a outra não funciona”, conclui.

Dados do leilão e desafios

Conforme dados da Aneel, os treze lotes anunciados contemplam a construção e a manutenção de 5.425 quilômetros de linhas de transmissão em diversos Estados. Ao todo, serão 6.180 megavolt-ampéres (MVA) em capacidade de transformação de subestações.

A autarquia também estima que 31.697 empregos diretos serão gerados durante o período de construção das estruturas.

Em relação ao temor do mercado sobre as dificuldades macroeconômicas, o diretor técnico da Abrate, Geraldo Pontelo, aponta que os últimos leilões também ocorreram em cenários adversos. Ainda assim, ele lembra que os lotes foram arrematados com deságios, chegando a percentuais superiores a 50%.

Fonte: Diário do Comércio

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