Plano nacional: matriz elétrica até 99% limpa, avanço da solar e expansão do armazenamento

Estudo projeta aumento da participação de energias limpas na geração elétrica brasileira até 2055, considerando diferentes cenários avaliados

A transição energética brasileira deverá combinar uma expansão expressiva das fontes renováveis com a entrada em escala de tecnologias capazes de dar flexibilidade ao sistema.

É esse o desenho que emerge do PNE (Plano Nacional de Energia) 2055, aprovado recentemente pelo MME (Ministério de Minas e Energia) e elaborado em conjunto com a EPE (Empresa de Pesquisas Energéticas).

O estudo projeta, nos diferentes cenários avaliados, uma participação de 97% a 99% de energias limpas na geração elétrica em 2055, ante 96% em 2025.

Dentro dessa transformação, a energia solar ganha espaço tanto na geração centralizada quanto nos recursos distribuídos, enquanto o armazenamento deixa de ser tratado como tecnologia complementar e passa a ocupar uma função estrutural na operação do SIN (Sistema Interligado Nacional).

O plano trabalha com três cenários quantificados — TNZ (Transição Net Zero 2050), TA (Transição Alongada) e TC (Transição Continuada) — que não representam previsão única nem metas oficiais do governo, mas trajetórias possíveis construídas para testar alternativas, oportunidades e riscos para o sistema energético brasileiro.

No cenário TNZ, o mais ambicioso em termos de descarbonização, a geração elétrica chega a aproximadamente 3.120 TWh em 2055, quase quatro vezes o patamar atual. A eólica alcança 36% da geração, a solar centralizada chega a cerca de 27%, com 838 TWh, e a hidrelétrica passa à terceira posição, com 19% e 597 TWh.

Fonte: Canal Solar

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