China desponta como superpotência das energias limpas, mas outro avança em ritmo acelerado

As ruas movimentadas de cidades indianas como Nova Deli, Índia, tornaram-se um retrato da transformação energética pela uso da energia limpa.

As ruas movimentadas de cidades indianas como Nova Deli tornaram-se um retrato vivo da transformação energética que está em curso e pode levar a Índia a uma superpotência mundial em energia limpa.

Entre carros tradicionais, motos e autocarros, destacam-se riquexós elétricos e outros veículos movidos a bateria, enquanto avanços tecnológicos e quedas de custos em painéis solares, turbinas eólicas e baterias criam condições para uma mudança estrutural no sistema energético do país

O que está mudando na energia limpa na Índia
Em pouco mais de uma década, a participação de fontes renováveis no sistema elétrico indiano cresceu de forma expressiva, com destaque para a energia solar.

Projetos em telhados de residências, edifícios comerciais e grandes parques fotovoltaicos em zonas áridas modificaram o mapa de geração elétrica.

Paralelamente, a mobilidade elétrica ganhou espaço com veículos de três rodas movidos a bateria, que atendem deslocamentos curtos e reduzem emissões locais de poluentes.

Ainda assim, carvão e petróleo mantêm uma fatia relevante do consumo, mantendo a transição energética no centro das políticas públicas.

Por que a energia limpa avança tão depressa na Índia
A expansão da energia renovável na Índia é impulsionada principalmente pela competitividade de custos em relação a novas centrais a carvão.

Em vários estados, contratos de fornecimento de energia solar e eólica já resultam em tarifas mais baixas que as fósseis.

Essa rapidez decorre de um conjunto de fatores estruturais e de políticas públicas que reforçam o investimento em tecnologias de baixo carbono:

A Índia pode superar a China na transição energética e uso de energia limpa?
A comparação com a China tornou-se frequente, pois a Índia entra na fase de maior crescimento económico já com energia solar e eólica acessíveis.

Isso abre espaço para um “salto” tecnológico, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis na trajetória de desenvolvimento.

Entre os diferenciais indianos destacam-se menor intensidade de carvão por habitante, forte mercado de veículos elétricos leves e elevado potencial solar.

Mesmo assim, a procura de energia segue em alta, mantendo o carvão presente na matriz enquanto as renováveis se expandem rapidamente.

Fonte: O Antagonista

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