Solar responde por 73% da expansão da matriz elétrica brasileira em 2026

Fonte adicionou 3,5 GW de potência entre janeiro e agosto; capacidade total de geração centralizada do país já supera 220 GW

A energia solar respondeu por quase três quartos da expansão da matriz elétrica brasileira em 2026. Entre janeiro e agosto, 75 novas usinas fotovoltaicas entraram em operação comercial e acrescentaram 3,52 GW de potência ao sistema, o equivalente a 72,6% de toda a capacidade adicionada no período.

Ao todo, a matriz ganhou 4,85 GW nos primeiros oito meses do ano, com a entrada em operação de 91 novas usinas, segundo dados da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Depois da fonte solar, as termelétricas tiveram a segunda maior participação na expansão, com 1,09 GW adicionados por seis empreendimentos. Na sequência aparecem três usinas eólicas, com 184,5 MW; cinco PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas), com 52,7 MW; e duas CGHs (Centrais Geradoras Hidrelétricas), com 7,6 MW.

A fonte fotovoltaica também liderou em número de novos empreendimentos. Das 91 usinas que iniciaram operação comercial até o final de agosto, 75 são solares, o equivalente a 82,4% do total.

Agosto teve quase 2 GW de nova capacidade
Somente em agosto, a expansão da matriz elétrica brasileira chegou a 1.968,37 MW, segundo a ANEEL. Ao todo, 20 novas usinas entraram em operação comercial no período. O Mato Grosso do Sul concentrou a maior expansão no mês, com 891 MW, seguido pelo Pará, com 629,37 MW.

No acumulado de janeiro a agosto, novas usinas começaram a operar comercialmente em 15 estados. Mato Grosso do Sul também aparece na liderança nesse recorte, com 894,2 MW adicionados à matriz. Na sequência estão o Pará, com 649,37 MW, e o Rio Grande do Norte, com 639,57 MW.

Capacidade centralizada supera 220 GW
Além das novas usinas que começaram a operar ao longo de 2026, os dados da ANEEL mostram que a capacidade total de geração centralizada do país já ultrapassou 220 GW. Em 8 de setembro, o Brasil somava 220.662,7 MW de potência fiscalizada, segundo o SIGA (Sistema de Informações de Geração da ANEEL). Desse total em operação, 84,67% correspondia a fontes renováveis.

O SIGA reúne informações sobre as usinas em operação e empreendimentos outorgados em diferentes estágios de implantação. Já o acompanhamento da expansão mensal da oferta é realizado pela ANEEL a partir de informações de fiscalização e dos dados disponibilizados pelos agentes no Rapeel (Relatório de Acompanhamento de Empreendimentos de Geração de Energia Elétrica).

Fonte: Canal Solar

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