Biodiversidade é vantagem competitiva do Brasil na transição energética

Tema foi discutido no evento COP30 Amazônia, evento promovido por O Globo, Valor e CBN.

A riqueza da biodiversidade brasileira é uma vantagem competitiva do país na busca pela transição energética. É o que afirma Bárbara Rubim, vice-presidente do Conselho da Absolar, associação que representa a energia solar fotovoltaica no Brasil.

‘Então a gente é muito capaz de entregar uma matriz energética que seja complementar, que embarque a energia hídrica, a eólica, a solar, a biomassa, o biogás e que essas fontes juntas consigam entregar uma energia segura e uma energia barata, que não deixa de ser uma busca incessante, mas que parece muitas vezes cada vez mais distante do sonho do consumidor brasileiro dentro do nosso país. Então esse mix de oportunidades que a gente tem, ele sem dúvida alguma coloca o Brasil muito bem posicionado’.

Bárbara Rubim também considera que existem desafios nesse processo. Um deles, segundo ela, é assegurar de fato que a transição energética se concretiza de maneira justa para a sociedade. A executiva participou de mais uma edição do evento COP 30 Amazônia, promovido pelos jornais Valor Econômico e O Globo, em parceria com a CBN.

Ainda no painel sobre transição energética, Elbia Gannoum, que é presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas tecnologias, falou sobre os números animadores da energia renovável no país.

‘Tanto a matriz elétrica, que hoje gera energia em torno de 93% renovável, e a matriz energética, dados fechados do ano de 2024, mostra que a matriz energética brasileira é 50% renovável. Os países da OCDE não passam de 15%. Então quando nós estamos falando do desafio do clima e, portanto, da transição energética, o Brasil parte numa posição muito confortável’.

Ao longo da semana, a CBN trará outros destaques das discussões no COP 30 Amazônia, que reuniu executivos e especialistas numa agenda que prepara o que vem aí na COP 30 que acontece no Brasil, em novembro.

Fonte: CBN

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