Brasil acrescenta 5,25 GW de energia solar no 1º semestre de 2025

País ganhou mais de 700 mil consumidores beneficiados pela geração distribuída entre janeiro e julho, mostram dados da Aneel

O Brasil acrescentou 5,25 GW de energia solar no primeiro semestre de 2025, mostram dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apurados pelo Portal Solar. O montante corresponde a 4,5 GW na geração distribuída, modalidade composta por sistemas residenciais e comerciais de menor porte, e 738 MW na geração centralizada, mercado formado por grandes usinas fotovoltaicas.

Com o avanço, o país chegou a 58,9 GW de capacidade instalada na fonte solar. A tecnologia detém a segunda maior participação na matriz elétrica brasileira, com 23%, atrás apenas das hidrelétricas, que somam 110 GW e respondem por 43,9% do parque gerador brasileiro.

Geração distribuída
Nos primeiros seis meses do ano, o país ganhou 701 mil consumidores beneficiados pela geração solar distribuída (GD), com a conexão de 441 mil novos sistemas de energia solar. No acumulado, o segmento totalizou 41 GW de capacidade instalada.

O mercado foi liderado pela classe de consumo residencial, com 2,5 GW adicionados, com 363 mil sistemas e 571 mil unidades consumidoras adicionadas no período. Em seguida, vem o perfil comercial, com 1 GW acrescentando, com 36 mil sistemas e 68 mil novos consumidores.

O estado que mais ganhou capacidade instalada no semestre foi São Paulo, com 576 MW. Minas Gerais (396 MW), Mato Grosso (382 MW), Paraná (356 MW) e Goiás (305 MW) completam as cinco primeiras posições. Entre as cidades, a liderança ficou com Cuiabá (MT), com 66 MW adicionados no período.

Geração centralizada
Considerando todas as fontes de energia, Brasil concluiu o primeiro semestre com 61 novas usinas de geração centralizada e um incremento de 4 GW na potência instalada. A expansão foi liderada pelas termelétricas, com 11 usinas e 2,2 GW de potência operacional. Somente a Usina Termelétrica (UTE) GNA II, que começou a operar em maio no Rio de Janeiro, conta com 1,7 GW de capacidade instalada.

Além das termelétricas, a ampliação da matriz elétrica de janeiro a junho contou com 25 usinas eólicas (828,90 MW), 17 solares fotovoltaicas (738,63 MW), seis pequenas centrais hidrelétricas (95,85 MW) e duas centrais geradoras hidrelétricas (4,70 MW).

Houve início de operação comercial de empreendimentos em 13 estados. Os destaques foram o Rio de Janeiro (1.672,60 MW), a Bahia (658,20 MW) e Minas Gerais (508,25 MW). Ainda de acordo com a Aneel, a matriz elétrica do Brasil atingiu 212 GW de potência fiscalizada em 1º de julho. Desse total em operação, 84,45% correspondem a fontes renováveis.

Fonte: Portal Solar

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