Integração entre poder público e iniciativa privada potencializa geração de energia limpa em SC

Santa Catarina aposta em parcerias para gerar 1,4 GW extras de energia limpa até 2025

Lançado em junho de 2024 pelo governo de Santa Catarina, o programa que integra poder público e iniciativa privada para a geração de energia renovável começa a sair do papel. Em pouco mais de um ano, o “Energia Boa” recebeu 150 propostas, e 48 usinas foram aprovadas — em fase de construção ou de projeto. Com investimento estatal de R$ 572 milhões para a construção de subestações e redes de transmissão, e capacidade de atrair R$ 3 bilhões das empresas para a instalação das unidades geradoras, a expectativa é adicionar mais 1,4 gigawatts à rede elétrica.

A maioria dos projetos cadastrados vem das regiões do Planalto Serrano (65) e do chamado Grande Oeste (56). O que as duas áreas têm em comum é o potencial hídrico, que possibilita o funcionamento de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) para a produção de energia limpa. Os demais projetos vêm do Planalto Norte (13), Grande Florianópolis (5), Sul (4) e Vale do Itajaí (3).

A Cral, cooperativa de energia, é uma das empresas que está investindo em quatro novas hidrelétricas em Santa Catarina. “Para nós, o ‘Energia Boa’ é importante porque teremos a segurança de que nossas usinas ficarão conectadas com a subestação para distribuição do que produzirmos”, disse João Alderi do Prado, presidente da entidade.

Um dos projetos da Cral é a PCH Santo Cristo, construída entre os rios Pelotas e Pelotinhas, no limite municipal de Lages e Capão Alto, no Planalto Serrano, junto à divisa com o Rio Grande do Sul. O planejamento inicial era levar a energia para o estado gaúcho, mas o “Energia Boa” atraiu o projeto para Santa Catarina.

Um dos pontos do programa que atrai a confiança do investidor é a integração de órgãos como o Instituto do Meio Ambiente (IMA), as Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), a Junta Comercial do Estado de Santa Catarina (Jucesc), o Badesc, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e as secretarias de estado. Essa integração permite agilidade na análise de liberações e autorizações públicas.

“Uma das frentes do programa ‘Energia Boa’ é dar agilidade a processos administrativos para permitir a liberação mais rápida desses empreendimentos. Assim, licenças, outorgas e declarações, entre outros documentos necessários para iniciar e avançar as obras, estão sendo emitidos com mais rapidez”, explica o secretário de de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.

Entre os 150 projetos cadastrados em 14 meses de programa, 137 são de geração hídrica, nove solar, três eólica e uma mista (hídrica/solar). Com a construção das usinas, o governo do estado espera gerar cerca de 20 mil empregos em três anos, além de fomentar a criação de novos negócios.

Fonte: Gazeta do Povo

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